sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A brand new me

    Nossa! Assusta-me o tempo que passei sem escrever nada. Comecei a questionar meu gosto pela escrita, ou qual foi a razão de meu sumiço. Tempo tenho... Muita coisa aconteceu nesse período... Teoricamente não houve nada que me afastasse do blog. Foi então que percebi que o problema era outro, eu. Estou distante de mim. Entrei em um período de férias da minha própria personalidade. Uma fase de rever conceitos e definir de vez meu caráter e credos. Estou amadurecendo.
    Tal fato é normal. É um ponto comum na trajetória de todos. E na criação da pessoa de cada um. É o momento de definir quem você é. Muita coisa não mudou, mas por outro lado, outras deram um giro de 180° para qualquer que seja o sentido. Das mais supérfluas coisas, como meu gosto musical, até minhas afinidades mais bem alicerçadas.
    De certa forma, arrisco dizer que isso nos apresenta a nós mesmos, um dos últimos esboços do que seremos por um longo tempo. Passamos a conhecer a nossa singularidade. Sem sombras de dúvida, a mais brusca das mudanças ocorre no seu modo de encarar o mundo. Você se torna capaz de ver a maldade que envolve cada relação, seja qual for sua natureza. Até mesmo o mais próximo dos amigos passa a representar algo diferente, que não fora percebido anteriormente. Aprende-se a distinguir as intenções ocultas em cada ação.
    Ganhamos certa liberdade e certeza para criar nossos próprios pensamentos e opiniões, e não mais apenas escolher entre vários que nos são apresentados. Estabelecemos nossos valores, e passamos a buscar as pessoas que se encaixem nesse perfil, para então traçar a mais madura rede de relacionamentos possível. Neste momento começamos a saber o tipo de pessoas que queremos ao nosso lado, seja profissional ou amorosamente.
    Talvez esta tenha sido a primeira mudança que me ocorreu. Definir o meu tipo de pessoa, digo isso a respeito do campo amoroso. Bastou um fato para ver que tudo que vinha fazendo até então era vazio. Percebi que gosto de mulher que exija respeito, mas que seja vulnerável o suficiente para que eu possa lhe oferecer segurança. Ainda vou a festas e fico por ficar, mas não crio expectativas. Guardo meus sentimentos para um tipo específico de mulher.
    Mudei meu som. Eu que sempre fui de melodias calmas e aconchegantes, estou preso a ritmos marcados, batidas fortes que sejam urbanas e cool, que de certa forma me levam de volta a mim mesmo. Minha paciência e poder de “aturação” estão em níveis desconhecidos, próximos ao mínimo de uma maneira que nunca vi.
    Mas a melhor das mudanças é a forma com que olho para as pessoas. Sei exatamente o que esperar de cada ser humano. Tenho conhecimento de nos quais posso confiar, os quais evitar e os quais manter o mais perto possível. Amadureci minhas relações. Diminui a influência do meu orgulho no resultado de minhas decisões.
    Portanto, estive fora de funcionamento para me remodelar. Aconselho cada um de vocês a fazer o mesmo. Saiam de si mesmos. Esqueçam a mesmice e se construam como seres individuais e únicos, porque, por mais parecidos que sejamos, destoaremos em algum aspecto. Pulsem em frequências opostas, para que possamos continuar a dar a cara do mundo, tendo no nele o visual de cada um.