quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Decidi não mais te querer


                 - Ficou?
                 - Ficou.
            Uma pergunta e sua respectiva resposta. Juntas, somente duas palavras, mas uma importância inexplicável. Ao ouvir essa palavra como resposta, várias coisas mudaram em mim. Uma frieza nunca antes por mim sentida me invadiu. Emoções diversas me confundiram. E a magia foi-se embora. Em mim predominava o ódio, naquele momento disfarçado em atitudes tão indiferentes que não pareciam minhas. E talvez naquele momento não fosse eu ali, somente a presença ausente de um corpo vazio de reações emotivas.
            Me reservei o tempo de pensar. Parei e observei. Estudei meus passos até aquele momento. Me vesti da face mais feliz para esconder o coração mais despedaçado. Por muitos campos viajaram meus pensamentos. Alcançaram ideias minhas que nem eu mesmo conhecia. Imaginei soluções e seus possíveis finais. Mas apesar de todos os esforços, me vi diante de um problema confusamente contraditório. Não havia problema  algum naquela história, era apenas a realidade que eu já suspeitava, só que agora apresentada em fatos concretos, e atos vividos.
            Ao menos agora eu sabia o que realmente acontecia, não que antes não soubesse, mas agora eu tinha a certeza de que queria entender e encarar essa verdade. Muitas vezes você não será o suficiente para entender os seus problemas. E nem mesmo aquele amigo de infância saberá lhe dar o melhor conselho. Por uma jogada de sorte ou ironia do destino, a minha ajuda estava literalmente ao meu lado o tempo todo. Era a pessoa que muitos evitariam baseando-se na primeira impressão, só porque ela tem um piercing na boca, um no nariz, e seu cabelo muda de cor a cada estação. Mas ela traz na cabeça a inteligência de um monge, no coração a mais verdadeira amizade e, consigo o mais valioso e sábio conselho.
            Li, vi e pensei em cada momento de nossa história. Nas noites que passei querendo-a, vendo na lua a perfeição do seu rosto. Sentia na boca o gosto do seu beijo. E conhecia no toque a maciez da pele do seu corpo. Não havia um detalhe de seu corpo que eu não tivesse total conhecimento. Seu temperamento eu conhecia como se fosse uma extensão de meu ser. Muitos foram os momentos de felicidade que passamos juntos. A pureza de uma amor precoce. Os desejos inocentes declarados por meio de cartas coloridas, com desenhos e letras quase ilegíveis. Mas  crescemos, sempre estivemos lado a lado, mas nem sempre como amantes.
            Sempre fui do tipo de homem romântico, me deixei leva pela magia do primeiro amor, e tinha medo de acabar com essa fantasia. Poucas não foram as vezes que declarei meu amor à ti, fosse por meio de escritos, ditos ou juras. Com muitas idas e vindas sempre me mantive ao seu lado. Ouvi teus mais graves problemas, tuas mais tolas histórias, e te dei os mais sinceros e corretos conselhos. Eu sempre estive aqui. Tornei-me para ti um porto-seguro, um ombro amigo, aquele no qual sempre pode confiar e com o qual sempre pode contar. Ao longo dessa convivência tornei-te um vício, desejei-te mais do que tudo. À ti havia guardado o amor. Reservei-lhe as mais belas lembranças, e o pensamento de cada dia dos últimos oito anos.
            Me prolongo demais nesse exato momento. Mas confesso que não é fácil por um ponto final em uma longa história como essa. O fim de um caso não é rápido, deixa marcas e receios. Dentro de poucos dias mudei, me preparei para o momento no qual eu acabaria com a expectativa de um final feliz. Minha história não acaba aqui, por isso, não cabe agora um “...e foram felizes para sempre.”. Como é da natureza de ser humano, temos na vida as fases de nosso desenvolvimento pessoal, divididas pela mudança de pensamento e interesses. Encerro por aqui a minha fase de louco apaixonado. Trago para a minha poesia a vida, as cores, a música e gargalhadas. O amor continuará a marcar minhas história, mas agora me privarei de sofrimentos. Tirarei você do papel de protagonista, e serei eu o centro de minhas atenções. Serei feliz após esse doído e definitivo “ADEUS!”.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pegue mas não se apegue


Pense em todo o tempo em que você ficou amando aquela garota. As oportunidades de ser feliz que perdeste por acreditar em um final feliz para vocês. Não se iluda. São raros os casos com um “...e foram felizes para sempre”. Há uma uma certa dinâmica nas suas chances de ser feliz com quem ama. Tudo começa com o seu sexo. Se assim como eu você for homem, conforme-se em ser somente mais um dentre tantos quer babam por elas. Caso seja mulher, tenha a consciência de que você fará a cabeça de um homem apaixonado, tal qual eu.
Homens, muitas serão as formas que vocês utilizarão para impressionar a mulher desejada. Mas lamento lhes informar que cada dia é um dia diferente na vida de uma mulher, o que ontem a fazia lacrimejar de emoção, hoje vai despertar a mais gélida frieza. Um dos maiores clichês conhecidos pela humanidade, “Ninguém entende as mulheres”, é na verdade uma das mais concretas e únicas certezas da vida. Antes de abanar o rabinho, sentar e rolar aos comandos delas, valorize-se meu caro amigo, você é mais do que somente um cara apaixonado por ela.
Na vida você encontrará várias pessoas que você amará, ou se apaixonará, mas poucas delas terão o poder de te machucar e te fazer delirar de amor anos à fio. Passei vários de meus poucos quinze anos a sonhar com o amor de uma linda loira. Para quê? Para saber que eu não fui o suficiente para que ela desrespeitasse o seu “verdadeiro amor”. Ela ignorou todos os anos que passei ao seu lado, todas as juras de amor de ambas as partes. Mas foi filha-da-mãe o suficiente para traí-lo com um tremendo babaca.
“Pegue mas não se apegue”, sábia frase, valioso conselho. A fama de nós homens não querermos compromissos tem realmente um bom motivo. Pense unicamente em você. Viva de beijos, amassos e transas quaisquer. Não fique sozinho, mas também não vire galinha. Viva a alegria de uma madrugada de sábado sob os efeitos de um belo porre. Brinque, pois a noite é uma criança, mas não permita que brinquem com o seu coração. Seja o protagonista da sua vida, não viva em torno dela, faça-a ver que outras te querem, mostre que você é superior, e que ela sim é só mais uma.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A chuva que quer cair


Ora Ora! Há quanto tempo que não te via por aqui. Nem mesmo nos horizontes mais distantes. Sentia falta de teu aroma. De teu frescor. Há muito que não me banho em tuas águas que caem cada vez como se fosse única. Lá vem você. Tímida. Vem pelos arredores, como se quisesse fechar o cerco, me encostar na parede, e me deixar sem saída. Está escura, muito amedrontadora. Já não me lembrava de tua agressividade, da tua voracidade. Vem ao chão com a força de um cavalo. Como se disso dependesse a tua existência.
Traz contigo estrondos  ensurdecedores
, e um show de luzes que me assustam e fazem tremer o ar. Tampas o sol e chora. Chora quando toca o chão. Esfrias a terra e a apagas o pó. Cai em todos os sentidos, parece dançar balé, traça linhas imaginárias no céu. Cobre toda a superfície lisa da janela, e depois, calma, escorre limpa. E teu barulho entra na minha sala e ecoa. Sem ritmo, tampouco melodia, apenas soa bonito, parece me convidar.
Mas daqui de dentro não consigo desfrutar de tudo que tens. É preciso sair. Basta que eu boto a cara para fora, e teu cheiro já está impregnando minhas narinas, é um cheiro de terra molhada. O cheiro da minha infância. Quando eu passava todos os dias de chuva brincando com você. Deitava nas poças e me lambuzava com a lama e a água que escorriam na beirada da rua. E depois lentamente você ia, escorria pelo chão, enquanto no céu cedia lugar para os raios de sol. Ou então dividia espaço com ele. Coisa que eu costumava dizer: Sol e chuva, casamento de viúva.Mas hoje chuva, o que quero de ti é um conselho, me lave a alma. Quero que me mostre o caminho a seguir, Já brinquei contigo, da mesma forma que a temi. Mas hoje a quero calma, amiga. Quero que suas águas me lavem e levem. Me levem para a felicidade, e levem de mim o que não presta. Carregue os sonhos impossíveis, os medos e as angústias. Apenas chova, troveje e relampeie. Pois como após dias ruins sempre vem dias melhores. Depois da tormenta sempre vem o arco-íris, que há de me mostrar a direção em que brilha o sol. Vai me levar à tempos melhores e à um amor real.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As realidades que confundo


            Confesso que nunca fui bom em lidar com meus sentimentos. Tampouco com a realidade na qual vivo. Se é que posso dizer que vivo em um mundo real. Sempre me privei do real para viver em um mundo ilusório, onde predominam minhas ideias e desejos. Sei que somente nesse mundo é possível dar vida aos meus desejos mais carnais. Uma vez que vivendo na realidade, é preciso entender a vontade dos outros, além de saber diferenciar o real do idealizado.
            Vivendo no mundo real, ainda existem mais dois submundos para mim. O da amizade e o do amor. E geralmente me pego viajando no mundo errado.  Sem o efeito da gravidade voo na medida em que sonho e desejo. Tenho a consciência de que meu lugar está no mundo da amizade. Mas não aceito isso. Quero mais. Quero só por um instante pisar no mundo do amor. Viver nele. Ser feliz lá. E viver a vontade de meus desejos.
            Na realidade, existem outras pessoas. Somos sete bilhões, afinal. Mas tem uma pessoa. Uma única pessoa, que me faz querer esquecer o mundo real. Vivemos em mundos diferentes. Há uma distância intransponível entre nós, ao mesmo tempo que estamos lado a lado. Eu quero quebrar essa barreira. Quero sair do mundo da amizade, e quem sabe então vivermos à sós no mundo do amor. Quero mais uma vez saborear das delícias de estarmos juntos.
            É necessário encarar a realidade. Saber que não ficaremos juntos. Que a distância é maior que nossos desejos, mas somente por enquanto. Ainda posso acreditar e sonhar com a nossa volta. Sempre esperarei pelo momento em que será possível vivermos juntos, além da amizade. Construiremos uma vida juntos. Viveremos os mais românticos e felizes momentos juntos. E tenho a certeza que todo esse amor não é em vão. Ele é real, e há de acontecer.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A imagem do meu amor


            Há muito tempo que falo do meu amor. E somente agora que percebi que ainda não a apresentei à vocês. Falarei dela então. Ou melhor, falarei Ela. Algum tempo atrás já fiz isso. Porém mostrei somente a ela. Ao fim do primeiro parágrafo ela já estava chorando. Dissera que havia adorado, que eu a conhecia muito bem, e que até mesmo sua mãe, percebia o quanto eu a amava. Então, a partir de agora lhes apresento o meu tão amado amor. Desde o momento em que a conheci, até hoje. Suas manias, mudanças, belezas e sorrisos. A imagem de uma mulher aos olhos de um coração que ama.
            Quando começo a pensar na primeira vez que a vi, me vem em mente a figuras das delicadas bonecas de porcelana, frágeis e belas. Somente mais uma criança, mas não para mim. Era aquela que se destacava no meio de muitas. Seus cabelos loiros balançavam no ritmo em que seu corpo movia-se. Eles estavam sempre amarrados, sempre por rabicós coloridos, típicos de uma menininha. Seu rosto tinha traços marcantes, emoldurado em um formato arredondado, possuía uma variedade dos tons pêssego e rosado. Rosado esse, que cobria-lhe totalmente as bochechas, em qualquer que fosse a situação.
‘Em meio a beleza de seu rosto, discretos, porém profundos olhos verdes chamavam a atenção. Seus olhos sempre disseram o que de fato lhe acontecia. Eram verdadeiros espelhos de sua alma, mostravam-me o estado de seu coração. Esses olhos brigavam com sua boca pelo destaque maior. Porque sua boca, exercia sobre mim o maior de todos os efeitos. Me fazia admirá-la, a espera das próximas palavras que a fariam movimentar seus carnudos lábios rosados. Ou ainda, a espera de que outra vez esses lábios se juntassem aos meus, pelo eternidade de alguns segundo de beijo, ou que somente dissessem mais uma vez “Eu te amo”.
            Ao longo de muito tempo, fui vendo essa garota mudar, crescer. Estava ao seu lado quando seu corpo começou a tomar aspectos de mulher. Vi suas chuquinhas darem lugar a cabelos mais produzidos e sensuais. Vi suas roupas mudarem. Vi suas ideias se transformarem. Seus valores se tornando outros. Mas o pior, eu a vi ir embora. Me deixar. E passar a ser da sua vida. Ser a menina de muitos amores, poucos amigos e muitos desentendimentos. Em nenhum momento a abandonei. Sempre a observei e cuidei. Lhe aconselhei sempre que necessário. E a vi voltar para meus braços, mas apenas por m piscar de olhos. Enquanto ela amadurecia, e depois, partir novamente para a vida.
Hoje ainda a espero voltar para meus braços. E ainda a observo. Posso afirmar que sou a pessoa que mais lhe conhece. Sei da marca que ela tem na bochecha direita. Da pinta (igual a da Angélica) que ela tem na perna que me encanta . Sei também que ela é a mulher mais linda que eu conheço. Que seu quadril me hipnotiza, no passo em que requebra enquanto caminha. Sei que seu corpo é a definição perfeita da beleza feminina. Ah! Ela se arrepia quano alguém a toca ou sopra na nuca. Ela tem um sorriso íncrivel, e morde o lábio quando está com vergonha ou quando está com alguma vontade. Ela gosta quando eu escrevo sobre ela. E principalmente, ela sempre vai dizer que está tudo bem, mesmo que as lágrimas a entreguem. Mas sei também, que eu sou a pessoa que a faz baixar a guarda, se abrir. Faço ela desistir da pose de mulher forte e poder consolá-la. Sou a pessoa que merece seu choro e que lhe faz sorrir. Eu sou a pessoa que a ama, e que aguarda a sua volta, para que então, possamos juntos viver esse amor.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Das faces que me visto


            Não perca seu tempo tentando me desvendar. Minha mente é impossível de compreender. Eu sou um mistério. Até mesmo para mim. Minhas expressões não são como as de todo mundo. Meu olhar é incompreensível como o vazio de um vácuo. Não acredite no que meu olhar demonstra. Isso já faz parte de mim. É preciso me fingir para não demonstrar meus medos e fraquezas. Sentimentos são coisas que prefiro guardar somente para mim. São íntimos. E apenas os demonstro na solidão de meu quarto, onde me isolo. E somente eu faço parte de meu mundo paralelo.
            Caso me veja com o olhar vazio, e com a cabeça baixa, pode simplesmente não ser nada. Lágrimas podem ser as mais felizes alegrias. E risos, as mais agoniante dores que me machucam. Não sou o que pareço ser. A imagem que passo, é somente um personagem. O qual agrada a todos. Mas não é eu. Sou outra pessoa. Sou muito mais do que isso. Sou feito de sentimentos, ações e desejos. Sou aquele que prefere viver dentro de uma armadura, por não aber ldar consigo mesmo, por não saber lidar com o mundo. Ou, por simplesmente não estar pronto para ele, e para todos os seus jogos.
Não basta, para me conhecer, estar muitos anos ao meu lado. É preciso merecer saber quem realmente sou. Hoje uma pessoa me conhece de verdade. O resto são apenas conhecidos, com os quais me amiguei.  Talvez ao longo de meus escritos seja possível juntar frgmentos de mim, e talvez então conhecer-me um pouco. Existe uma pessoa, à qual tudo conto. Sem armaduras, máscaras ou qualquer disfarçe. Consigo com ela, ser eu mesmo. Consigo até mesmo falar “Eu te amo”.
Palavras representam muito mais do que simples símbolos oara comunicação. Escritas, ditas ou cantadas, elas podem mudar-me em um número muito diminuto. Uma. Uma palavra é o bastante para tornar-me outro. É o suficiente para uma mudança. Que pode ser temporária, ou não. E com tanta mudança, nem mesmo eu me conheço. Somente conheço um sentimento que há muito habita meu ser. Que é o amor ensurdecedor que grita e arde em meu peito. O amor que sinto por você.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Amor Escrito


Novamente estou escrevendo. Novamente o mesmo motivo. Costumo dizer que se eu escrevo é porque realmente amo. E o que me assusta é que escrevo sobre você há quatro anos. A inspiração e o sentimentalismo são coisas que me atormentam a todo momento. São fantasmas que me invadem a cabeça e sopram nos ouvidos. E me tiram da alegria para mais uma vez me por no poço dos amores.
Você domina meus pensamentos e enche minha cabeça. Só você. Acordo, e a primeira coisa que me vem a cabeça, é que logo irei te ver. Passo a manhã inteira te olhando e em seguida voltando meu olhar para o chão, indícios de que te amo loucamente. Passo a tarde sofrendo pela distância, e escrevendo sobre outras coisas que me acontecem. A noite quando me deito, a última coisa que penso é você, e durmo imaginando o retrato do seu rosto. Que sempre está presente nos meus sonhos.
Me assusta ver como se dá a nossa relação. Amigos, confidentes, e por isso, você sabe bem o quanto eu te amo. É inevitável que eu sinta ciúmes quando outro homem se aproxima de você, especialmente quando é aquele homem que te leva para casa. Acreditei que ainda tivéssemos uma chance de ficarmos juntos, mas talvez já não acredite mais, na verdade nem sei o que penso.
Apenas sei que gasto horas dos meus dias pensando em você, e gasto folhas e mais folhas escrevendo para ti. O que vivemos exerce um efeito contraditório sobre mim. Ao mesmo tempo em que me alegra relembrar os momentos felizes que vivemos juntos, me mata saber que são apenas lembranças de um tempo que já passou, e que temo não voltar mais. Amar-te me faz fugir da realidade, me faz passar a maior parte do meu tempo em meio a pensamentos e desejos, refugiado em um mundo alternativo o qual eu controlo, e onde sou feliz ao teu lado.
Me perco no tempo quando penso em nós. Começo a viajar pelos fatos que já ocorreram ou que desejo que aconteçam. Não me permito e não quero viver o presenta, pois nele você não está comigo, vivo tentando corrigir o que penso ter feito de errado. Ou, vou para o futuro e planejo as atitudes que irei tomar. Os efeitos do amor que sinto por você, me levam ao extremo. Me fazem te querer cada vez mais. É um amor que domina, e do tipo que não atinge só a mim, mas a muitos outros. Isso não amor. É um vício. De você.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tempo que passa


Já faz tempo desde que tudo acabou. E como não poderia deixar de ser, tudo mudou. Já não sou a mesma pessoa. Você então nem se fala. Aquilo que éramos é agora algo ultrapassado, são partes esquecidas de nós dois. Aliás, nem nós mais existe. Hoje no lugar de dividir minha preocupação entre dois, eu me boto no centro das atenções, só eu, isso é o que me interessa agora. Saio para a rua com a cabeça erguida, esperando que meu olhar cruze com o de outro alguém. Varias vezes isso já aconteceu. Algumas delas eu aproveitei, outras dispensei, pois não é somente querer. É preciso estar afim.
Muitas festas, viagens e todo tipo de evento me aconteceram nesse tempo. Tudo me fez te apagar de minha mente, assim como as águas do mar apagaram o “Eu te amo” que escrevi na areia da praia e, você nem ao menos viu. Agora é tarde de mais. Não adianta dizer que está dividida, e que a vontade de me beijar é incontrolável, essa decisão e, esse estado de distância e amizade foi você quem criou. Confesso que me balança ter você todo dia ali presente. Mas nada parecido com o que já foi um dia. Outro alguém já me balança mais.
Aliás, outras pessoas assim como você, querem que sempre haja alguém a sua disposição, só para lhes enterter, dar um pouco de atenção, um beijo e nada mais. Para usar. Essa pessoas são como eu, sempre estarão ali, até que alguém abra seus olhos, coisa que só funciona depois de várias tentativas, o que é papel de seus amigos. Também é preciso que você se permita conhecer novas pessoas, sair, ou então simplesmente perceber quem sempre esteve ao seu lado. O seu amor pode estar disfarçado de amigo.
Não tenha medo de tentar. Insista no que você quer. Tomar um fora é ruim, mas disso não passa. E você logo nem lembrará disso. Tente pessoas novas, cada uma diferente da outra. Não vire galinha! Pelo amor de Deus, não é isso que estou falando. Estou falando que, se você assim como eu, sofre por um amor que não te deu valor, dê valor na vida. Você tem amigos, família e uma imensidão de possíveis amores que podem ou não dar certo. Mas é preciso tentar, viver e aproveitar. O maior conselho que já ouvi veio de uma ex-professora que dizia assim: “Se quiser saber se o seu amor é realmente seu, deixe-o ir, se ele for é porque ele nunca te pertenceu.”.
Não chore se seus amores forem embora. A vida é uma roda, que pode mudar sua vida para melhor. Você pode dar um giro de 180°, você ficará por cima novamente. Afinal você merece, você é forte, e você ao contrário do seu ex-amor, sabe o que realmente é amar. E com toda a certeza você vai achar alguém que realmente te complete e te faça feliz por completo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não são o que parecem


            Quem está ao seu lado neste momento? Se estiver sozinho, tudo bem. Mas se tiver alguém aí, cuidado. É preciso estar sempre pronto para se decepcionar. A vida tem muito disso, as pessoas são assim. A estas pessoas podemos atribuir muitos adjetivos, como: falsidade, egoísmo e inveja. Vejamos por onde começar.
            Começemos pala falsidade então. “Você é meu melhor amigo”. Mas basta que você dê as costas para isso se transformar em um “não aguento mais ele. Ele é nojento e chato”. E novamente alego que ninguém é tão bom a ponto de não te magoar ou trair sua confiança. Ninguém vai se importar se vocês são amigos desde a infancia, as pessoas sempre serão duas, uma na sua frente e outra na sua ausência. Então o que você pode fazer é somente controlar o que você ocnfia à estas pessoas.
E é nisso que o egoísmo se encaixa. As pessoas vão se importar primeira e unicamente com elas mesmas. A vida moderna faz co m que as pessoas façam de tudo para conseguir o que querem. Elas vão passar por cima de você, vão te humilhar e vão te deixar de lado, isolado. Sem se importar, e sem ter dó nem piedade.
A falsidade vai te acompánhar a vida inteira. Não! Eu não quis dizer que você seja falso. Apenas que em qualquer lugar, durante toda a sua vida, haverá pessoas falsas e que por consequência, ou por origem do problemas, terão inveja de você. De tudo de bom que você conseguir ou fazer. Essas pessoas vão querer que tudo aconteça somente com elas. E quando as coisas acontecerem com você, elas vão querer imitar, vão ficar bravas, e não vão nem te olhar na cara.
Essas pessoas vão quere fazer com que você se dê mal. Vão descontar tudo em você, e farão de tudo para complicar sua vida e fazer com que você desista de seu novo projeto que tanto lhes causa inveja. Mas você tem que mostrar que é melhor, superior. E que a inveja os outros só lhe alimenta o desejo de melhorar, e ainda te causa repugnância. Você deve por essas pessoas nos seus devidos lugares.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Juscelino Kubitschek continua...


   Realmente Kubitschek, um dos maiores presidentes dessa imensidão chamada Brasil, está morto. Mas não pensem que assim, seu trabalho acabou. O Brasil vai crescer cinquenta anos em cinco. Um sonho ousado para a época, mas esse sonho, me faz ter Juscelino como um ídolo, e responsável crescimento do país. Claro que não podemos deixar de falar de governantes como Getúlio Vargas, o gaúcho que trouxe o avanço para o Brasil. Mas não irei falar sobre nenhum destes grandes homens. Quero agora falar de um herói mais moderno, atual. Não foram em cinco anos, mas em oito, ele fez nossa pátria crescer desenfreadamente. Falo de Luiz Inácio Lula da Silva. O tão popular e querido lula.
   Ex-metalúrgico, analfabeto e, completamente povão. Lula derrotou não uma, mas duas vezes o tão seguro de si Serra. Com uma trajetória semelhante a de quase todos os brasileiros, que batalham para crescer, Lula chegou a ser o homem mais poderoso do país. As polêmicas estavam armadas, um analfabeto, metalúrgico, sem nenhuma instrução e estudo a frente do país.  Acontece, que foi necessário pagar para ver, e desta vez, não pagamos carro. Luís Inácio Lula da Silva elevou o Brasil a outro patamar.
   O Brasil estava então no centro do mundo. O cresimento do Brasil estava em ritmo acelerado. Já era preciso até mesmo diminuir. “Nunca antes na história desse país” como bem dizia nosso ilustre ex-presidente, vimos o Brasil ajudar outros países, fazer empréstimos ao FMI, ajudar em decisões contra guerra. O Brasil é agora respeitado no mundo inteiro. Nosso valor está reestabelecido, todos se interessam em nós. O trabalho aqui realizado age a favor do povo, e contra os bandidos, roubalheiras e injustiças. Nosso senado teve que ser faxinado. Tudo em pró desse pedaço gigantesco de Terra.
   Os grande ídolos tendem a lutar pela vida. E com nosso “brazuca” não foi diferente. Ele hoje luta contra um câncer de laringe. Coisa que ele consiguirá com extrema facilidade, afinal ele fez um país sair mais forte do que entrou em uma crise. Tenho somente quinze anos, mas é preciso me posicionar. Creio que o homem que trouxe novamente o futebol (Fifa World Cup), e as olimpíadas para esse povo até então tido como marginalizado, merece sem dúvida alguma continuar seu legado. Faltam três anos para que isso possa acontecer, em três anos muita coisa pode acontecer, coisas boas ou más. Mas é preciso lembrar como isso começou. Quem fez esse país sair da pior, e botá-lo no topo do mundo. Torná-lo a maior potência emergente. Torná-lo o Brasil que queremos, o Brasil da gente. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por favor olhem para mim


Marketing. Sim. Pura e simplesmente marketing. Velha tática utilizada para promoção. Ou, autopromoção nesse caso. E deu certo. Quem nesses últimos dias não viu uma dupla sertaneja em destaque nos telejornais? Ocupando o tempo de notícias muito mais importantes.

Primeiramente a briga. Discutem e um quer ser mais macho do que o outro. Um vai embora, enquanto o outro se apresenta sozinho. Esse que continua a se apresentar é por sinal o único que interessa e realmente canta. O que foi embora volta, sobe ao palco, estufa o peito, engrossa a voz, fala merda e novamente vai embora. Sozinho outra vez, o outro continua cantando, afinal, o show não pode parar.

Ok! A dupla acabou, vão cantar em carreira solo, e... Ah não! O bem macho que largou tudo e foi embora, está agora na UTI correndo risco de morte. E o melodrama está pronto. É um tal de chora aqui, rezo por ele ali... E a briga instantaneamente vira amor e confraternidade.

Enquanto escrevo esse texto, na televisão, os dois estão sentados de mãos dadas. Afirmam que tudo foi um erro. Estavam estressados, assim, falaram coisas que não queria e magoaram um ao outro. Os fãs estão chorando. A mídia televisiva mostrando-os, ou seja, novamente eles são o centro das atenções.

Realmente me incomoda esse tipo de acontecimento. Quando você não é capaz de se manter em destaque por mérito de seu trabalho, é preciso criar polêmica, para chamar a atenção. O que eles fizeram muito bem por sinal. Seu sucesso aumentou, a mídia corre atrás deles, mas e nós? Pessoas como eu, com certeza acharam uma enorme bobeira. Futilidade, e ainda por cima muito mal feita. Ao menos a meu ponto de vista ninguém briga hoje, amanhã vai para a UTI, e então volta de bem, como melhores amigos e irmãos inseparáveis.

domingo, 6 de novembro de 2011

A solidão de estar sozinho


Alguém aí? Somente o eco da minha voz responde. Não. Estou sozinho. De novo. Peraí, foi você quem insistiu para que todo mundo fosse passear. É verdade. Mas eu não queria. Talvez só um pouco. Mas já passou. E ninguém voltou ainda. Faz somente uma hora que todo mundo saiu, e a paz e o silêncio começam a confundir minha cabeça. É uma coisa de querer um minuto de silêncio, só para mim, ninguém me pedindo favores, vindo tirar satisfação, ter o volume da tv quase no minimo, ter calma. Mas ao mesmo tempo a solidão me assusta, o silencio me perturba, e os poucos barulhos que existem, agora são amedontradores.
Falando assim, até parece que me abandonaram em um mundo desconhecido. Mas se trata apenas da minha casa, a minha sala de estar. Todas as minhas coisas estão ao meu redor. Mas não há nada além de mim encolhido no canto. Com medo da minha sombra, que se confunde com o mofo na parede. A realidade muda. E esse meu minuto já parece ano. O tempo toma outra proporção. E ainda faltam três dias para todo mundo voltar.
O sol está alto lá fora. Mas eu nem ao menos abro a cortina. Me aprisiono e, me isolo dentro das quatro paredes que demarcam meu mundo. Daqui não vou sair, e aqui nada vai entrar. Serei somente eu. Acompanhado de meus medos, manias e sentimentos. Tento me enterter com um livro, mas o silêncio continua me perturbando, não consigo me concentrar. Cadê minha mãe e meu irmão brigando nessas horas? Ah! Lembrei, eu os convenci a ir viajar.
Na sala meu estojo de cd’s e meu cd player estão esquecidos. Isso. Uma música anima o ambiente. Ao menos até a terceira faixa, quando a música ou me dá medo, me deixa com saudade, ou é muita romântica para um ser que se encontrar em total e completa solidão. As pessoas me ligam pedindo se estou bem. Isso me causa um efeito contraditório. Fico feliz em saber que se preocupam e lembram de mim. Mas por outro lado, estão pensando o que? Acham que não sobrevivo a três dias sozinho? Mas... será que eu consigo?
A rotina começa a ficar estranha, como se não desse tempo para fazer tudo. Sem falar na comida apressada que faço, se é que o que faço merece ser chamado de comida. Tudo parece estar em seu lugar. Só eu que estou perdido dentro de casa. A televisão não tem graça. O computador parece não me oferecer interatividade. Jogar videogame por quê? Não tenho ninguém para quem contar minhas vitórias. Um sinal de vida vem em forma de uivo. Poisé, eu tenho um cachorro. Ele está com fome. E eu tenho que ir lá fora alimenta-lo. Ir lá fora me parece tçao ameassador. Mas eu vou. E tudo ocorre bem. A operação foi um sucesso.
Me sento em frente a televisão. Começa o Jornal Nacional. E quando eu vejo já estou boçejando. Sinais da monotonia de estar sozinho e não querer ninguém por perto. Decido ir dormir. Mas é automático, a cada quinze minutos me levanto. Nem dormir eu consigo sozinho. Acordo finalmente me arrumo para o colégio. E nem um som é emitido. Fecho a casa e vou para a aula. Mas logo estou de volta. Devolta a minha solidão enlouquecedora. Tomo meu banho ouvindo televisão, somente os jornais do meio-dia. Almoço por volta das duas horas.
Essa já não é mais a minha vida. Não estou vivendo, estou sobrevivendo. Queria todo mundo de volta. Mas por quanto tempo? Sei que logo precisarei do meu minuto de descanço. Talvez eu deva sair, respirar, aliviar... sei lá. É mais fácil dar uma pausa, do que afastar as pessoas de mim. E o tempo também é menor. É preciso ter a certeza de que ao chegar em casa todo mundo estará lá. E você não ficará na solidão de estar de sozinho. Você terá ao seu lado tudo o que precisa, para que sua vida seja normal, louca e estressante. Até tudo acontecer de novo. 

Quando o amor não existe


   Não se iluda. Não vai durar para sempre. Contos de fadas não existem. Finais felizes são raros. Vivemos em um mundo real, e a realidade não nos permite viver em um mar de rosas. Seu amor não vai pensar em você. Você é coisa do momento, e se for preciso ele irá te machucar. Você pode até pensar que ele não seria capaz... mas é. Ninguém está livre de sofrer. E ninguém é tão bom a ponto de não te ferir.
   É preciso pensar... com a cabeça. Aí você me pergunta – Sim. Mas iria pensar com o que? – Pense bem. Quantas vezes você já errou por não usar a cabeça? Nesses momentos você se deixou levar pelo seu coração. E cá entre nós a função dele não é nem pensar nem decidir. Então poupe-o desse trabalho. Já que ele ou já foi, ou será machucado por amar alguém.
   Em meio a tempos como esses, acho que deveria haver um manual do amor. Ou ao menos do coração. Para que assim você soubesse quando desligá-lo para evitar um amor indesejado, não o deixaria ligado para sofrer todas aquelas noites, e ainda iria aprender a controlá-lo, guiá-lo e como esquecer aquilo que seu coração não soube escolher.
  As pessoas já não mais amam. Elas ficam. Pegam. O que seu avô diria quando você dissesse a ele, que pegou uma “mina”? Ou o que sua avó pensaria se você a contasse que está de rolo com um "carinha da facul"? Os tempos são outros. E o sinal está fechado para os românticos... Já não existe amor, então não há nem um começo, quem dirá um fim.
  O que digo, é que o amor não está mais presente em nosso dia-a-dia. Você sofre até mesmo por ver aquela pessoa que você queria amar. E quando você gosta de alguém, você toma uma fora. Ou porque vocês são só amigos, ou você não faz o tipo dela. Então você sofre sem nem ter começado um namoro. Então você vai sentir falta da sua mãe. Porque o amor dela ainda está lá, e sempre vai estar. Ele é verdadeiro. Mas já não tem mais graça para você. E o que você fez com ela? Você a largou para viver a sua vida, deu as costas para tudo o que ela falou e pediu. Você também é egoísta. Magoou-a.
  Sempre ouvi dizer “Olho por olho. Dente por dente!”. E é assim que tem que ser. Não ame mais. Viva! Não se importe em dizer adeus. A vida é sua. Preocupe-se somente com aquilo que te diz respeito. Não vire um ignorante, grosso. Não. Apenas não de mais importância para aquele beijo de balada. Aquele carinho bobo. Aquele “Eu te amo” de carência. Você está sendo usado. Então use, abuse. Mas não deixe em nenhum momento de viver sua vida, por medo de magoar alguém. No mundo tem muito mais pessoas, prontas para consolá-las. E você é somente um. Uma vida, que não merece ser perdida em meio a sofrimento. Seja feliz... Simples assim.

sábado, 5 de novembro de 2011

Eduardo e Mônica colegiais


Oito anos, não mais. Apenas duas crianças. Em três dias convivendo juntos, vivenciaram as mais intensas emoções. Ele era novato no colégio, só tinha um amigo. Ela sempre estudou ali, enturmada e autoritária. No primeiro dia viram que estavam na mesma sala, quando na hora da chamada, fora dito o nome dele, ela o olhou rapidamente. Quando o nome dela foi chamado, ele a olhou por muito tempo, muito tempo mesmo. Chega a hora do recreio, ele se dirige a ela e, faz gracinha. Ela não gosta, e a briga está armada, pelo dia inteiro, até que são então parados pela professora.
Segundo dia, os olhares nem ao menos se buscam, as palavras não são ditas, está tudo perdido, inimigos mortais, até que soe o sinal da saída. No terceiro dia, logo no início da manhã, ele a procura e diz:
- Me desculpe. É que eu... eu...
- Eu também gosto e você. – interrompe ela, com toda sua atitude.
Mal eles sabiam que estavam namorando, passaram o dia se olhando, sorrindo e acenando um para o outro. Todo esse amor inocente durou dois anos. Dois anos cheios de carinho, amizade, cartinhas, beijocas e alegria. Tudo acaba quando ela resolve tentar outra pessoa.
Um ano depois pinta a primeira viagem de colégio deles juntos, é curta, e na ida nem se falam. Mas na volta ela está carente, pede aconchego nos ombros dele, e se sente segura de mãos dadas. Ao chegarem de volta, nada muda, são apenas amigos. E ele está bagunçado, não sabe o que fazer, e tem sua primeira desilusão amorosa.
Durante quase dois anos, ele vê a menina que ama mudar. Ela vai se tornando algo que ele não conhecia. Ela já não ama mais ninguém. Não é de ninguém. Ela passa a aproveitar a vida. Cada dia era um dia. Cada dia uma nova pessoa, um novo amor. Já se tornara mal falada, e ele ainda estava olhando-a, e amando-a cada vez mais. Sentia sua falta.
Pouco tempo depois, entre brincadeiras e bobeiras, eles estavam juntos de novo. Agora sim ocorreu o primeiro beijo e verdade, daqueles de desentupir pia. Estavam felizes. Se conheciam. Passavam o recreio inteiro abraçados. Ele beijava seu pescoço, ela se arrepiava toda. Seus amigos nessa idade, não entendiam o amor, então sempre que havia um beijo, uma multidão estava lá para vê-lo. Num desses beijos assistidos, ele se incomoda e sai. Não foi o fim, ainda.
Ela sempre foi muito ciumenta. Não aguentou quando viu ele dançando de brincadeira com a sua ex. Novamente brigados e separados. Ele resolveu ficar na sua, não ia atrás de mais ninguém, seu coração já estava quebrado, e tinha medo de amar novamente. Ela, ao que tudo parecia, não havia se magoado. Logo engatou uma relação, e justo com um cara mais velho. Essa relação não durou muito. Mas a próxima... ela dura até hoje, são aproximadamente dezoito meses.
No decorrer desse tempo, surge outra viagem. Os dois vão. Mal se falam, apenas amigos de poucas palavras. Ele sabe aproveitar da carência dela. Enfim, ela briga com sua melhor amiga, e volta novamente aconchegada nos braços dele, falando palavras ao pé do ouvido. A declaração é mutua. Ao chegar cada um vai para um lado, eles mantém um certo contato além da amizade, mas logo acaba.
         Hoje eles ainda estudam juntos, estão no ensino médio. Ela ainda está nesses dezoito meses de namoro. Ele ainda a ama, e escreve este amor. Escreve por amá-la demais, por querer só mais um beijo, e só mais uma chance para fazê-la feliz, e ser feliz.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A música do seu viver...


Eu sei que isso também acontece com você... não adianta dizer que homem não sente. Que você já esqueceu aquele cara... Existe uma música que vai te lembrar daquela pessoa, que vai te fazer pensar, vai trazer a melancolia, e a vontade de mais um beijo. O que acontece é que a música nos desperta, desperta amor, ódio, raiva, calma, medo. Associamos as coisas que vivenciamos com as musicas que ouvimos. E ao ouvi-las novamente, você se recordará disso. O que pode ser bom ou ruim.
Costumamos tentar nos esconder atrás de máscaras, de armaduras, criamos personagens, tudo para não demonstrar que somos fracos, que sentimos. Mas ouça uma música, veja a atmosfera que ela cria. O efeito que exerce sobre você. A música nos leva a um estado vegetativo. Seu ritmo nos faz lutar, dançar, cantar ou chorar. Tudo vira teatral. É coreografado, os outros sons estão ficando abafados, e você já não escuta mais nada. Você não quer ouvir mais nada.
Se você é casado ou namora, você terá uma música que será de vocês, e sempre que você ouvi-la você vai olhar para o seu amor, ou pensar nele caso esteja longe. Se você já namorou e teve sua música (ou melhor, a música de vocês), essa música vai te deixar ou triste, ou com raiva, e vontade de viver a vida. Tem músicas que só precisam de melodia, você não precisa saber a tradução, ou o que ela realmente queria dizer, basta aquela batida romântica, metal ou agitada.
Algumas vezes você vai dedicar músicas para alguém, porque elas conseguem dizer aquilo que você não consegue, ou elas falam tudo que é preciso ser dito. Você já deve ter ligado para a rádio para pedir aquele música que te leva à um estado diferenciado, porque isso faz toda a diferença, a música não foi você quem pôs, ela somente tocou pra você. Melhor ainda quando você está em uma balada, e toda e qualquer música parece boa, te põem pra cima, você já não lembra das tristezas, mas pelo amor de Deus não pare de dançar... Você parou? Ih! Vá beber, isso vai te deixar triste, deprimido, e um copo pode lhe alegrar agora, pode ser a solução.
Ou seria a solução não ouvir mais música? Acho que não né? A solução é saber que a  música não é sua. A música é livre, e pode falar de tudo, sendo sempre a mesma letra. Você terá que interpretá-la cada vez como for conveniente. Não se esconda dela, chame-a, peça-a , e vença-a, porque ela faz parte de você, ela é o que você pensa, o que não consegue dizer, o que você já fez ou planeja você. O fato é que a música tem uma conexão com você, e você tem que admitir, você vai ouvi-la de novo. 

Campus em Guerra


Acabo de me sentar em frente a minha televisão, está passando o Jornal Nacional, com William Bonner e Fátima Bernardes (coisa que não muda há muito tempo). A cena primeiramente não me remete ao que depois descubro ser. Trata-se de uma universidade, tomada por alunos protestantes. Quem ao ver um grupo de pessoas baixando a pancada, gritando e num puta empurra-empurra pensaria justo num campus universitário?
Não é preciso mencionar, que estamos falando do Brasil, e consequentemente de brasileiros (assim como eu). O fato é que, seja qual for o motivo, tudo aqui se resolve no grito ou na pancada. Fato. Me indigna o posicionamento dos policiais perante estes acontecimentos. Reprimir na força bruta não adiante, só alimenta o sentimento de raiva dos protestantes, que juntos tem o poder de originar uma destruição em massa, e ainda ocupar 80% dos jornais televisivos de qualquer emissora.
Tomam a posse da reitoria, ninguém entra e ninguém sai. A universidade agora é deles, e eles exigem... Já não consigo mais decidir quem está certo e quem está errado. Se é que existe alguém certo nessa história. Estudantes, mestres e profissionais da segurança. Pessoas que a meu ver, deveriam ser as mais cultas e educadas, simplesmente não conseguem argumentar entre si, dentro de uma sala fechada e em paz. É preciso criar uma revolução.
Em tempos modernos, uma diferença de opinião, ou seja lá qual foi o verdadeiro fato que originou essa rebelião, é capaz de criar algo sem precedentes, estabelecer um caos na vida das pessoas. Contando com familiares de alunos, professores e policiais chegamos a um número exorbitante de pessoas envolvidas. E ainda podemos contar os vários milhões de pessoas que assim como eu estão vendo isso sentados no sofá de suas casas. E essas pessoas vão comentar e se multiplicar. Traduzindo, isso afeta a todos.
Mas fazer o que? Eles que são gente que se entendam. Só espero que tudo se resolva, e que episódios como esse não voltem a acontecer. Ainda mais com uma Fifa World Cup e uma Olímpiada vindo. 

Vivencias de um amor.

   Eu saio na rua. São as mesmas pessoas, mas o dia-a-dia mudou. Cada um com seus motivos, seus problemas. Hoje saio para a rua com a cabeça baixa, mas com o pensamento num alguém que amo. será que todos que estão andando de cabeça baixa, também estão pensando no amor?
   Perceba como o amor é forte. descobri isso em filmes, livros e músicas que me fizeram chorar. O amor é maior que a morte, é capaz de matar, e até afundar navios. O amor nos faz poetizar todo e qualquer momento.
   Mas e quando esse amor não acontece? Sim, porque você pode amar e não ser amado. Pode amar uma amiga, ou até mesmo aquela menina linda do mercado, que tem 5 ou 6 anos a mais do que você. Você vê amor onde só existe amizade. Confunde tudo. Erra. Afasta de si o seu amor.
   Todo mundo já amou, todos ainda amam. Mas hoje as pessoas querem, gostam. Porque gostar, querer e amar não são a mesma coisa. Aliás só notei isso agora. gosta é mais fraco que amar, é mais real, e te faz sofrer menos, um boa relação custo-beneficio. Querer é atração, é desejo, é tesão. É vontade de amar ou gostar daquela pessoa. Agora amar... Amar é forte, é único, é raro. Talvez na vida inteira você ame apenas uma pessoa. uma pessoa no meio de bilhões. É especial. Mas amar te faz sofrer, te desilude, te vicia.
   Mas amar também faz bem, te faz cantar, sorrir a toa, achar tudo lindo. Amar é a junção do gostar e do querer. É completo. É você mais eu. Nós. Amar é nós. Mas nós não existe há muito tempo. então amar volta a ser sofrer, e pior, desistir. E tem que ser muito forte para desistir do que mais se ama. e não desistir por não ter coragem de lutar, mas sim, por não aguentar mais sofrer, e querer assim como todos estes que caminham aqui na rua, ser feliz.






Apresentação

Ainda me pergunto o motivo pelo qual resolvi criar meu próprio blog. Talvez eu saiba. Primeiramente creio que devo explicar o nome do blog. Quando faço uma reflexão de mim mesmo, não sei por onde começar, e tampouco se sou uma pessoa só. São muitos pensamentos, nenhum igual, nem mesmo parecido. Sou feito de fragmentos do mundo que me cerca. Tenho a capacidade de absorver o que mais me agradar em qualquer coisa, até chegar o ponto em que já não mais me reconheço, e é preciso formatar, esvaziar.
Em meio a toda essa confusão de ser eu mesmo, achei nos escritos uma válvula de escape, para eliminar esse excedente de sentimentos. Já faz um tempo que tento mudar os rumos de meus escritos, mas mudá-los só para mim não adianta. Hoje me disseram que escrevo não só para mim, mas para o mundo, que escrever é arte, e a arte de todos é. Então resolvi escrever, não para que seja lido, mas para que seja tido, e registrado. Tantas vezes já rasguei meus textos, agora não vou mais rasgar, vou escrever tudo o que me der vontade. mesmo que seja ruim, podre e pobre. 
Devo falar sobre mim? Sim? Pois bem... prefiro ser chamado de Caco Bitdinger, tenho apenas 15 anos, mas escrevo há cerca de 5, estou preso na pequena e pacata cidade de Horizontina, a qual tanto sonho largar em breve. Creio que tenho sido feito para o mundo, e nele vejo meu futuro, minhas ambições. Então já que para o mundo desejo ir, para ele irei escrever...