Em relação a música, nada
mais sou do que um simples ouvinte, mas o amor que tenho pela exuberância dessa
arte me torna um apaixonado. Todos nós costumamos ouvir canções que nos
agradem, cantores e estilos variados. A música tem como função vital o entretenimento,
mas cada melodia assume para cada um que a ouve um efeito emocional muito
grande e diverso. O cenário musical hoje, é sem dúvida um dos maiores mercados
existentes. Novos rostos surgem a todo momento, rostos conhecidos estão
sujeitos a oscilações na carreira, e ainda há aqueles que se aventuram em
outras áreas.
Alguns fazem sua carreira alcançar um sucesso de medidas
inquestionáveis. Já outros vivem, a sombra do êxito de uma única canção. Muitos
na tentativa de atuar em novos ramos, acabem por se perder no caminho, e não
conseguem brilhar em nada. Por outro lado há aqueles que são sucesso em tudo o
que se propõem a fazer. Na busca pela fama e reconhecimento, alguns ficam
devendo talento. Outros são donos de vozes impactantes. Particularmente
costumo dividir os musicistas em dois grupos, artistas e cantores. Artistas
não tem um grande talento vocal, são esse que formam a maioria da música atual,
são feitos de marketing e imagem. Já cantores são aqueles que tem voz
suficiente para encarar ao vivo uma platéia com milhares de pessoas. Conseguem brincar com o direito de cantar,
atingem notas incríveis e agradam os ouvidos. E em especial duas vozes marcaram
o século XXI na minha opinião.
Duas mulheres, brancas, metidas em muita confusão e
polêmica, donas de vozes que calam estádios lotados. Duas cantoras marcadas
pela excentricidade da alma de um grande artista. Declamam poesias com ritmos e
melodias. Entre si enormes diferenças. Suas carreiras se deram de maneiras
diferentes. Atingiram o ápice em diferentes épocas. Destaques pela qualidade
vocal, elas são idolatradas e tidas como duas das maiores vozes da história. E
não é preciso dizer que ocupam quase toda a memória do meu ipod.
Christina Aguilera. Surgiu e construiu sua carreira em
meio a concorrência com Britney Spears. No meio artístico desde nova, Xtina,
como é chamada pelos fãs e amigos, teve muito tempo para moldar sua carreira,
mas de cara mostrou o que tinha para oferecer. A cada CD lançado ela soube se
renovar, assumindo um estilos mais eletrônico, sempre soube reservar espaço
para mostrar sua potencial vocal. Cantando ritmos e estilos diferentes a cada
fase, mostrou toda sua versatilidade musical. As mudanças físicas sempre foram
um prato cheio para os paparazzi. Mãe. Ela já foi até mesmo presa. Todas as
confusões e brigas não ofuscaram sua carreira. Alcançando notas incríveis, suas
performances ao vivo sempre foram elogiadas pelos críticas mais conceituados.
”Estou
fazendo coisas que normalmente não faria, meu antigo eu se foi, me sinto nova
em folha, e se você não gosta disso, foda-se!” (Christina
Aguilera)
E...
Amy Winehouse. A menina branca com voz de negra. Morreu precocemente aos vinte
e sete anos, deixando uma legião de fãs na eterna saudade. O lançamento de seu
segundo álbum (Back To Black), a despertou para a fama internacional. Criticada
pelo uso abusivo de drogas e álcool, as várias internações às quais foi
submetida não surtiam efeito. Amy fez até mesmo a música “Rehab”, contando sua
oposição as rehabilitações que lhe forçavam. A fragilidade de seu corpo não
prejudicou a singularidade de sua voz. Suas apresentações ao vivo eram marcadas
por bebidas, erros e quedas. Amy Winehouse venceu a morte e fez sucesso com seu
álbum póstumo. A beleza da simplicidade de suas canções demos tinham o poder de
tocar a alma. Um gênio da música, Amy tinha a alma incompreendida de um
artista.
“Pessoas
loucas como eu não vivem muito mas vivem como querem.” (Amy
Winehouse)

