quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As realidades que confundo


            Confesso que nunca fui bom em lidar com meus sentimentos. Tampouco com a realidade na qual vivo. Se é que posso dizer que vivo em um mundo real. Sempre me privei do real para viver em um mundo ilusório, onde predominam minhas ideias e desejos. Sei que somente nesse mundo é possível dar vida aos meus desejos mais carnais. Uma vez que vivendo na realidade, é preciso entender a vontade dos outros, além de saber diferenciar o real do idealizado.
            Vivendo no mundo real, ainda existem mais dois submundos para mim. O da amizade e o do amor. E geralmente me pego viajando no mundo errado.  Sem o efeito da gravidade voo na medida em que sonho e desejo. Tenho a consciência de que meu lugar está no mundo da amizade. Mas não aceito isso. Quero mais. Quero só por um instante pisar no mundo do amor. Viver nele. Ser feliz lá. E viver a vontade de meus desejos.
            Na realidade, existem outras pessoas. Somos sete bilhões, afinal. Mas tem uma pessoa. Uma única pessoa, que me faz querer esquecer o mundo real. Vivemos em mundos diferentes. Há uma distância intransponível entre nós, ao mesmo tempo que estamos lado a lado. Eu quero quebrar essa barreira. Quero sair do mundo da amizade, e quem sabe então vivermos à sós no mundo do amor. Quero mais uma vez saborear das delícias de estarmos juntos.
            É necessário encarar a realidade. Saber que não ficaremos juntos. Que a distância é maior que nossos desejos, mas somente por enquanto. Ainda posso acreditar e sonhar com a nossa volta. Sempre esperarei pelo momento em que será possível vivermos juntos, além da amizade. Construiremos uma vida juntos. Viveremos os mais românticos e felizes momentos juntos. E tenho a certeza que todo esse amor não é em vão. Ele é real, e há de acontecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário