Acabo de me sentar em frente
a minha televisão, está passando o Jornal Nacional, com William Bonner e Fátima
Bernardes (coisa que não muda há muito tempo). A cena primeiramente não me
remete ao que depois descubro ser. Trata-se de uma universidade, tomada por
alunos protestantes. Quem ao ver um grupo de pessoas baixando a pancada, gritando
e num puta empurra-empurra pensaria justo num campus universitário?
Não é preciso mencionar, que
estamos falando do Brasil, e consequentemente de brasileiros (assim como eu). O
fato é que, seja qual for o motivo, tudo aqui se resolve no grito ou na
pancada. Fato. Me indigna o posicionamento dos policiais perante estes
acontecimentos. Reprimir na força bruta não adiante, só alimenta o sentimento
de raiva dos protestantes, que juntos tem o poder de originar uma destruição em
massa, e ainda ocupar 80% dos jornais televisivos de qualquer emissora.
Tomam a posse da reitoria,
ninguém entra e ninguém sai. A universidade agora é deles, e eles exigem... Já
não consigo mais decidir quem está certo e quem está errado. Se é que existe
alguém certo nessa história. Estudantes, mestres e profissionais da segurança.
Pessoas que a meu ver, deveriam ser as mais cultas e educadas, simplesmente não
conseguem argumentar entre si, dentro de uma sala fechada e em paz. É preciso
criar uma revolução.
Em tempos modernos, uma
diferença de opinião, ou seja lá qual foi o verdadeiro fato que originou essa
rebelião, é capaz de criar algo sem precedentes, estabelecer um caos na vida
das pessoas. Contando com familiares de alunos, professores e policiais
chegamos a um número exorbitante de pessoas envolvidas. E ainda podemos contar
os vários milhões de pessoas que assim como eu estão vendo isso sentados no
sofá de suas casas. E essas pessoas vão comentar e se multiplicar. Traduzindo, isso afeta a todos.
Mas fazer o que? Eles que
são gente que se entendam. Só espero que tudo se resolva, e que episódios como
esse não voltem a acontecer. Ainda mais com uma Fifa World Cup e uma Olímpiada
vindo.

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