sábado, 5 de novembro de 2011

Eduardo e Mônica colegiais


Oito anos, não mais. Apenas duas crianças. Em três dias convivendo juntos, vivenciaram as mais intensas emoções. Ele era novato no colégio, só tinha um amigo. Ela sempre estudou ali, enturmada e autoritária. No primeiro dia viram que estavam na mesma sala, quando na hora da chamada, fora dito o nome dele, ela o olhou rapidamente. Quando o nome dela foi chamado, ele a olhou por muito tempo, muito tempo mesmo. Chega a hora do recreio, ele se dirige a ela e, faz gracinha. Ela não gosta, e a briga está armada, pelo dia inteiro, até que são então parados pela professora.
Segundo dia, os olhares nem ao menos se buscam, as palavras não são ditas, está tudo perdido, inimigos mortais, até que soe o sinal da saída. No terceiro dia, logo no início da manhã, ele a procura e diz:
- Me desculpe. É que eu... eu...
- Eu também gosto e você. – interrompe ela, com toda sua atitude.
Mal eles sabiam que estavam namorando, passaram o dia se olhando, sorrindo e acenando um para o outro. Todo esse amor inocente durou dois anos. Dois anos cheios de carinho, amizade, cartinhas, beijocas e alegria. Tudo acaba quando ela resolve tentar outra pessoa.
Um ano depois pinta a primeira viagem de colégio deles juntos, é curta, e na ida nem se falam. Mas na volta ela está carente, pede aconchego nos ombros dele, e se sente segura de mãos dadas. Ao chegarem de volta, nada muda, são apenas amigos. E ele está bagunçado, não sabe o que fazer, e tem sua primeira desilusão amorosa.
Durante quase dois anos, ele vê a menina que ama mudar. Ela vai se tornando algo que ele não conhecia. Ela já não ama mais ninguém. Não é de ninguém. Ela passa a aproveitar a vida. Cada dia era um dia. Cada dia uma nova pessoa, um novo amor. Já se tornara mal falada, e ele ainda estava olhando-a, e amando-a cada vez mais. Sentia sua falta.
Pouco tempo depois, entre brincadeiras e bobeiras, eles estavam juntos de novo. Agora sim ocorreu o primeiro beijo e verdade, daqueles de desentupir pia. Estavam felizes. Se conheciam. Passavam o recreio inteiro abraçados. Ele beijava seu pescoço, ela se arrepiava toda. Seus amigos nessa idade, não entendiam o amor, então sempre que havia um beijo, uma multidão estava lá para vê-lo. Num desses beijos assistidos, ele se incomoda e sai. Não foi o fim, ainda.
Ela sempre foi muito ciumenta. Não aguentou quando viu ele dançando de brincadeira com a sua ex. Novamente brigados e separados. Ele resolveu ficar na sua, não ia atrás de mais ninguém, seu coração já estava quebrado, e tinha medo de amar novamente. Ela, ao que tudo parecia, não havia se magoado. Logo engatou uma relação, e justo com um cara mais velho. Essa relação não durou muito. Mas a próxima... ela dura até hoje, são aproximadamente dezoito meses.
No decorrer desse tempo, surge outra viagem. Os dois vão. Mal se falam, apenas amigos de poucas palavras. Ele sabe aproveitar da carência dela. Enfim, ela briga com sua melhor amiga, e volta novamente aconchegada nos braços dele, falando palavras ao pé do ouvido. A declaração é mutua. Ao chegar cada um vai para um lado, eles mantém um certo contato além da amizade, mas logo acaba.
         Hoje eles ainda estudam juntos, estão no ensino médio. Ela ainda está nesses dezoito meses de namoro. Ele ainda a ama, e escreve este amor. Escreve por amá-la demais, por querer só mais um beijo, e só mais uma chance para fazê-la feliz, e ser feliz.

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