sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Amor Escrito


Novamente estou escrevendo. Novamente o mesmo motivo. Costumo dizer que se eu escrevo é porque realmente amo. E o que me assusta é que escrevo sobre você há quatro anos. A inspiração e o sentimentalismo são coisas que me atormentam a todo momento. São fantasmas que me invadem a cabeça e sopram nos ouvidos. E me tiram da alegria para mais uma vez me por no poço dos amores.
Você domina meus pensamentos e enche minha cabeça. Só você. Acordo, e a primeira coisa que me vem a cabeça, é que logo irei te ver. Passo a manhã inteira te olhando e em seguida voltando meu olhar para o chão, indícios de que te amo loucamente. Passo a tarde sofrendo pela distância, e escrevendo sobre outras coisas que me acontecem. A noite quando me deito, a última coisa que penso é você, e durmo imaginando o retrato do seu rosto. Que sempre está presente nos meus sonhos.
Me assusta ver como se dá a nossa relação. Amigos, confidentes, e por isso, você sabe bem o quanto eu te amo. É inevitável que eu sinta ciúmes quando outro homem se aproxima de você, especialmente quando é aquele homem que te leva para casa. Acreditei que ainda tivéssemos uma chance de ficarmos juntos, mas talvez já não acredite mais, na verdade nem sei o que penso.
Apenas sei que gasto horas dos meus dias pensando em você, e gasto folhas e mais folhas escrevendo para ti. O que vivemos exerce um efeito contraditório sobre mim. Ao mesmo tempo em que me alegra relembrar os momentos felizes que vivemos juntos, me mata saber que são apenas lembranças de um tempo que já passou, e que temo não voltar mais. Amar-te me faz fugir da realidade, me faz passar a maior parte do meu tempo em meio a pensamentos e desejos, refugiado em um mundo alternativo o qual eu controlo, e onde sou feliz ao teu lado.
Me perco no tempo quando penso em nós. Começo a viajar pelos fatos que já ocorreram ou que desejo que aconteçam. Não me permito e não quero viver o presenta, pois nele você não está comigo, vivo tentando corrigir o que penso ter feito de errado. Ou, vou para o futuro e planejo as atitudes que irei tomar. Os efeitos do amor que sinto por você, me levam ao extremo. Me fazem te querer cada vez mais. É um amor que domina, e do tipo que não atinge só a mim, mas a muitos outros. Isso não amor. É um vício. De você.

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