terça-feira, 22 de novembro de 2011

A imagem do meu amor


            Há muito tempo que falo do meu amor. E somente agora que percebi que ainda não a apresentei à vocês. Falarei dela então. Ou melhor, falarei Ela. Algum tempo atrás já fiz isso. Porém mostrei somente a ela. Ao fim do primeiro parágrafo ela já estava chorando. Dissera que havia adorado, que eu a conhecia muito bem, e que até mesmo sua mãe, percebia o quanto eu a amava. Então, a partir de agora lhes apresento o meu tão amado amor. Desde o momento em que a conheci, até hoje. Suas manias, mudanças, belezas e sorrisos. A imagem de uma mulher aos olhos de um coração que ama.
            Quando começo a pensar na primeira vez que a vi, me vem em mente a figuras das delicadas bonecas de porcelana, frágeis e belas. Somente mais uma criança, mas não para mim. Era aquela que se destacava no meio de muitas. Seus cabelos loiros balançavam no ritmo em que seu corpo movia-se. Eles estavam sempre amarrados, sempre por rabicós coloridos, típicos de uma menininha. Seu rosto tinha traços marcantes, emoldurado em um formato arredondado, possuía uma variedade dos tons pêssego e rosado. Rosado esse, que cobria-lhe totalmente as bochechas, em qualquer que fosse a situação.
‘Em meio a beleza de seu rosto, discretos, porém profundos olhos verdes chamavam a atenção. Seus olhos sempre disseram o que de fato lhe acontecia. Eram verdadeiros espelhos de sua alma, mostravam-me o estado de seu coração. Esses olhos brigavam com sua boca pelo destaque maior. Porque sua boca, exercia sobre mim o maior de todos os efeitos. Me fazia admirá-la, a espera das próximas palavras que a fariam movimentar seus carnudos lábios rosados. Ou ainda, a espera de que outra vez esses lábios se juntassem aos meus, pelo eternidade de alguns segundo de beijo, ou que somente dissessem mais uma vez “Eu te amo”.
            Ao longo de muito tempo, fui vendo essa garota mudar, crescer. Estava ao seu lado quando seu corpo começou a tomar aspectos de mulher. Vi suas chuquinhas darem lugar a cabelos mais produzidos e sensuais. Vi suas roupas mudarem. Vi suas ideias se transformarem. Seus valores se tornando outros. Mas o pior, eu a vi ir embora. Me deixar. E passar a ser da sua vida. Ser a menina de muitos amores, poucos amigos e muitos desentendimentos. Em nenhum momento a abandonei. Sempre a observei e cuidei. Lhe aconselhei sempre que necessário. E a vi voltar para meus braços, mas apenas por m piscar de olhos. Enquanto ela amadurecia, e depois, partir novamente para a vida.
Hoje ainda a espero voltar para meus braços. E ainda a observo. Posso afirmar que sou a pessoa que mais lhe conhece. Sei da marca que ela tem na bochecha direita. Da pinta (igual a da Angélica) que ela tem na perna que me encanta . Sei também que ela é a mulher mais linda que eu conheço. Que seu quadril me hipnotiza, no passo em que requebra enquanto caminha. Sei que seu corpo é a definição perfeita da beleza feminina. Ah! Ela se arrepia quano alguém a toca ou sopra na nuca. Ela tem um sorriso íncrivel, e morde o lábio quando está com vergonha ou quando está com alguma vontade. Ela gosta quando eu escrevo sobre ela. E principalmente, ela sempre vai dizer que está tudo bem, mesmo que as lágrimas a entreguem. Mas sei também, que eu sou a pessoa que a faz baixar a guarda, se abrir. Faço ela desistir da pose de mulher forte e poder consolá-la. Sou a pessoa que merece seu choro e que lhe faz sorrir. Eu sou a pessoa que a ama, e que aguarda a sua volta, para que então, possamos juntos viver esse amor.


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