Marketing.
Sim. Pura e simplesmente marketing. Velha tática utilizada para promoção. Ou,
autopromoção nesse caso. E deu certo. Quem nesses últimos dias não viu uma
dupla sertaneja em destaque nos telejornais? Ocupando o tempo de notícias muito
mais importantes.
Primeiramente
a briga. Discutem e um quer ser mais macho do que o outro. Um vai embora,
enquanto o outro se apresenta sozinho. Esse que continua a se apresentar é por
sinal o único que interessa e realmente canta. O que foi embora volta, sobe ao
palco, estufa o peito, engrossa a voz, fala merda e novamente vai embora. Sozinho
outra vez, o outro continua cantando, afinal, o show não pode parar.
Ok!
A dupla acabou, vão cantar em carreira solo, e... Ah não! O bem macho que
largou tudo e foi embora, está agora na UTI correndo risco de morte. E o
melodrama está pronto. É um tal de chora aqui, rezo por ele ali... E a briga
instantaneamente vira amor e confraternidade.
Enquanto
escrevo esse texto, na televisão, os dois estão sentados de mãos dadas. Afirmam
que tudo foi um erro. Estavam estressados, assim, falaram coisas que não queria
e magoaram um ao outro. Os fãs estão chorando. A mídia televisiva mostrando-os,
ou seja, novamente eles são o centro das atenções.
Realmente
me incomoda esse tipo de acontecimento. Quando você não é capaz de se manter em
destaque por mérito de seu trabalho, é preciso criar polêmica, para chamar a
atenção. O que eles fizeram muito bem por sinal. Seu sucesso aumentou, a mídia
corre atrás deles, mas e nós? Pessoas como eu, com certeza acharam uma enorme
bobeira. Futilidade, e ainda por cima muito mal feita. Ao menos a meu ponto de
vista ninguém briga hoje, amanhã vai para a UTI, e então volta de bem, como
melhores amigos e irmãos inseparáveis.

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