segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por favor olhem para mim


Marketing. Sim. Pura e simplesmente marketing. Velha tática utilizada para promoção. Ou, autopromoção nesse caso. E deu certo. Quem nesses últimos dias não viu uma dupla sertaneja em destaque nos telejornais? Ocupando o tempo de notícias muito mais importantes.

Primeiramente a briga. Discutem e um quer ser mais macho do que o outro. Um vai embora, enquanto o outro se apresenta sozinho. Esse que continua a se apresentar é por sinal o único que interessa e realmente canta. O que foi embora volta, sobe ao palco, estufa o peito, engrossa a voz, fala merda e novamente vai embora. Sozinho outra vez, o outro continua cantando, afinal, o show não pode parar.

Ok! A dupla acabou, vão cantar em carreira solo, e... Ah não! O bem macho que largou tudo e foi embora, está agora na UTI correndo risco de morte. E o melodrama está pronto. É um tal de chora aqui, rezo por ele ali... E a briga instantaneamente vira amor e confraternidade.

Enquanto escrevo esse texto, na televisão, os dois estão sentados de mãos dadas. Afirmam que tudo foi um erro. Estavam estressados, assim, falaram coisas que não queria e magoaram um ao outro. Os fãs estão chorando. A mídia televisiva mostrando-os, ou seja, novamente eles são o centro das atenções.

Realmente me incomoda esse tipo de acontecimento. Quando você não é capaz de se manter em destaque por mérito de seu trabalho, é preciso criar polêmica, para chamar a atenção. O que eles fizeram muito bem por sinal. Seu sucesso aumentou, a mídia corre atrás deles, mas e nós? Pessoas como eu, com certeza acharam uma enorme bobeira. Futilidade, e ainda por cima muito mal feita. Ao menos a meu ponto de vista ninguém briga hoje, amanhã vai para a UTI, e então volta de bem, como melhores amigos e irmãos inseparáveis.

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